Portugaltunas - Tunas de Portugal

R T

A propalada crise e nós....

Pode-se dizer que, a seu tempo, foi previsto. Hoje, confirma-se claramente essa previsão, bastando à mesma alguma atenção ao que nos rodeia. Ei-la, hoje, a vincar-se.

De certames históricos que desapareceram, passando pela mudança para salas mais baratas e/ou gratuitas (auditórios das Universidades/Faculdades), a redução para uma noite em certames habitualmente com duas noites, chegamos hoje ao quase óbvio, a não realização de alguns certames históricos e pela 1ª vez.

A questão será eminentemente financeira, sabendo todos que a depauperação do cofre tuneril hoje é mais complicada de gerir do que era antes; os patrocinadores não existem nesta fase e os cortes à cultura nos municípios estão na pole position.

A pergunta que acrescento à evidência é: Será que é só uma questão financeira e ponto? Haverá outras crises a evidenciar? Fase passageira? Mudança de hábitos apenas , de anuais para bi-anuais p.ex.? Ou o modelo pura e simplesmente está gasto e não atraí a sua realização?

Digam de Vª justiça...

 

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O Conquistador
responde a R T:

Há vários factores a considerar, naturalmente. E entre eles a saturação. Talvez seja este o crivo que vai de uma vez por todas filtrar quem anda nisto de festivais porque quer uma coisa a sério, e quem anda só para dizer que tem um festival para esfregar na cara do vizinho.

Abraço e

BOA MÚSICA!

 

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J.Pierre Silva
responde a O Conquistador:

Ou não.
Temo que grandes certames, que cresceram, como é natural, ao longo de mais de 1 dezena de edições posam ser dos primeiros a finarem-se dado que são igualmente os que maiores custos implicam (digo eu), enquanto muitos outros, nomeadamente em localidades e meios mais pequenos, implicam menos investimento, nomeadamente quando ainda têm o apoio da instituição de ensino a que estão ligados (que cede espaço, meios.....).

Seja como for, a austeridade tarda em chegar aos certames (sabemos que, este ano, a Infantuna não organizará o seu XXI FITU), quando há tempo que já nos chegou aos bolsos.

 

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Marta
responde a R T:

Para mim, é claramente uma questão apenas financeira.
Das pessoas com quem tenho falado e que no âmbito das suas tunas organizam diversos eventos (noites culturais, festivais de tunas, encontros, recepções ao caloiro e outras actuações similares, que exigem logística e financiamento), a resposta é sempre a mesma: há ideias, há vontade, há recursos humanos, mas não há dinheiro. E mesmo reduzindo custos (1 noite em vez de 2, festival a começar na tarde de Sábado poupando-se o almoço, salas mais baratas, tunas da cidade e arredores para poupar nas dormidas - quando aplicável), nem sempre é possível alcançar esse objectivo, porque há despesas que são obrigatórios e que não há forma de as cobrir financeiramente (nem patrocínios nem contactos para actuações pagas que permitam angariar esse valor).
No entanto, apesar de este ser (quanto a mim) o motivo maior, é evidente que também existem outras situações: tunas que, por exemplo, possam preferir aplicar o dinheiro que têm noutras actividades que não num festival: no entanto, não deverão esconder essa opção na tão badalada crise, mas sim assumir claramente isso como uma opção. A crise é desculpa para muita coisa, mas não deverá servir para encapotar opções, até porque as mesmas deverão ser respeitadas como tal.
Infelizmente, há (e num futuro próximo, talvez este número aumente...) tunas que até andam nisto a sério, que até querem um festival a sério, que não andam nisto só para "nha-nha.nha, o meu festival é melhor e mais bonito e do que o teu", mas que... não o podem/poderão realizar os seus eventos porque não conseguem. Financeiramente falando.

 

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