Chega finalmente ao grande público, em edição de autor, a primeira obra sobre tunas estudantis em Portugal.
Escrito e pensado para os Tunos de todas as gerações, o rigor da investigação e a simplicidade da linguagem são os trunfos desta obra de referência obrigatória tanto para o público em geral como para sociólogos, historiadores, etnólogos e musicólogos.
O PortugalTunas associa-se a esta edição de Autor, sendo seu Parceiro Oficial!
O qu enão deixo de estranhar é, apesar de todas as tunas estarem a par do livro (seja neste portal, seja no Facebook ou blogues de referência), haver tão pouco eco e parecer haver, ainda, um incoerente desinteresse.
Quando, finalmente, tudo quanto sempre se quis saber, tudo quanto sempre sucitou tanta questão, debate e discussão........................
Quando finalmente há uma ferramenta objectiva que define, explica, circunscreve e apresenta o que é Tuna, o que ela foi, sua história e origem............................
................... tão poucos, ainda, acorreram a ler.
Será da crise financeira ou uma crise de valores intelectuais?
As respostas às tuas questões parecem-me bastante facéis até.
Estamos claramente numa crise financeira, e por muito gosto que haja, vontade de aprender e vontade de fazer cair o pano em mitos do nosso mundo tunante, num universo constituido na sua maior parte por estudantes, 22 eur é de facto uma quantia que hoje em dia causa mossa nas contas e há certamente outras prioridades.
Outro ponto é a excessiva publicidade utilizada.
Numa altura em que todos estamos sensibilizados à publicidade via net, ver o anuncio do livro em qualquer evento tunante, página de tuna, página de tuno, grupo de tunas, de forma tão hostil que ultrapassa claramente aquilo que qualquer um de nós encara como spam, funciona claramente como anti-publicidade.
Mas pronto, são apenas e exclusivamente as minhas opiniões.
Abraço e desejos que o livro tenha o sucesso desejado, e que contribua, como se espera, para iluminar cantos sombios do nosso pequeno grande Mundo.
O preço da obra advém do esforço dos autores em colocar algo ao preço daquilo que se pratica na literatura generalista (a larga maioria dos livros que se vendem, romances e afins, no Continente, Worten e afins andam entre os 19%u20AC e 22 %u20AC). A própria aposta, para esta 1ª edição, num aeditora que é a própria reprodutora, permitiu não haver intermediários, pondo a obra a este preço.
Foi pensando precisamente nos estudantes que tudo fizemos para oferecer um produto cujo preço fica muito abaixo daquilo que o conteúdo possui.
Uma obra deste tipo nunca se encontra no mercado por menos de 45%u20AC, pelo que não me parece que a malta não possa poupar o suficiente para dispender 22 euros, quando não se coibe de gastar bem mais em noitadas, copos e afins.
São opções, claro está, mas não podemos atirar tudo à crise financeira.
Quanto ao 2º aspecto, poderás ter alguma razão, e tomaremos isso em consideração, sem dúvida.
Seja como for, não deixa de ser estranho que, por exemplo, no facebook, se tenha criado um evento de lançamento do livro (que não era evento de lançamento, mas apenas um modo de o publicitar e dizer que ele se encontrava à venda), e muito boa gente tenha recusado o mesmo. É que a larga maioria nem sequer se deu ao trabalho de ver do que se tratava (isto porque verificámos que muitos eram Tunas, tunos, ou mesmo amigos nossos - que depois de contactados pediram desculpa e disseram precisamente terem apagado por atacado, pensando ser "mais uma publicidade").
Significa tal que mesmo divulgando há boa agente que quase precisa de esbarrar com o produto para saber que ele, ao menos existe. E é essa a intenção: assegurar que as pessoas sabem que existe.
Ainda hoje, acredita, boa parte dos tunsos nem saberá que existe, por incrível que pareça, o que explicará que ele ainda não anda "de boca em boca".
Entendo perfeitamente o teu ponto de vista, aliás, entendemos. Nem sequer foi nossa intenção, como sabes, bombardear por bombardear, nada disso. O que constatamos é que muita gente não sabia que o livro estava e está disponivel porque, p.ex., julgavam já ter ocorrido tal em Novembro aquando da pré-apresentação no ENT lá decorrido. Ou seja, havia que vincar claramente agora a sua disponibilidade, apenas isso, admitindo-se alguma persistência nossa, claro. Por outro lado explicar devidamente os passos para a aquisição online é nossa obrigação, até para evitar responder à mesma questão N vezes. Foi e é com a melhor das intenções: garantir a facilidade - que existe - de acesso ao livro.
Por outro lado, o preço do livro na sua versão económica não é por aí além e não vou entrar sequer em questões comparativas que não cabem fazer porque não somos nós que vamos dizer à malta o que é acessório ou essencial, como é evidente; o que acho porventura é que quem está interessado terá os 20 %u20AC, mais mês menos mês, para ter o livro na sua posse, parece-me claro. Será ler-me na entrevista que aqui deixei em Dezembro, portanto, na boa como diria o outro.
Registamos - registei - com agrado a tua opinião e sensibilidade. Agradecemos a mesma, claro!
Caro amigo Barrento - e sem prejuizo do que disse acima, de todo:
Aproveitando a season que atravessamos, não deixa de ser curioso que, e falando de spam no caso, não é por se ver a cada metro o brasone da Super Bock que a malta vai olhar e dizer "dass, tou farto de ver S.B. à frente, vou beber um chazinho de tilia....dasss".
Agora, nestas coisas, vai da sede de cada um.....(não sei se me fiz entender...).
RT... não é assim tão linear.
Quantos de nós não nos fartamos de determinada música que passa vezes a fio na rádio? Quantos de nós mudamos de canal ao ver aquele spot publicitário do qual já nem suportamos ouvir mais de 2 segundos sem uma pontinha de irritação, por muito que até gostemos do produto anunciado?
Aqui, passa-se precisamente a mesma coisa. Ninguém tira o mérito ao livro, ao que ele aborda e a quem o elaborou: trata-se, somente, de uma saturação. Abrir o Facebook, por exemplo, e a cada passo (como o Barrento disse, e bem, páginas de tunas, de tunos, de eventos, grupos, etc.) encontrar publicidade ao livro de forma massiva e claramente além do spam, é mais anti-publicidade do que publicidade. Prejudica mais do que beneficia. Entra-se precisamente no ponto que, provavelmente, não se quererá entrar: motiva-se um desinteresse face ao bombardeamento exaustivo.
Quem tiver de o comprar e de o ler, fá-lo-á na mesma, e isso depende claramente das prioridades individuais, que cabem a cada uma das pessoas gerir e sem que cada um de nós tenha a ver com isso; no entanto, acho que os autores do livro beneficiariam - e muito - em moderar a forma como publicitam a obra. Apenas isso. E, muito sinceramente, acho que a chamada de atenção que o Barrento fez (e com a qual concordo) sobre a excessiva publicidade, já chegou tarde.
Abreijos.
Mormente tudo isso, não podemos omitir algo de importante, e que explica, até certo ponto, aquilo que julgamos um excesso de publicidade no facebook (e é disso que se trata):
Quem tem conta no facebook tem N amigos, cuja actividade aparece replicada no nosso mural (sempre que os amigos postam, ou mesmo quando postam no mural deles...... somos notificados no nosso).
Como é natural, grande parte de nós tem muitas das suas maizades em páginas de Tunas e em Tunos, bem como noutras de índole académica.
É natural, pois, que se a campanha publicitária optou por colocar uma mensagem na página de cada uma das tunas, e na de alguns tunos, de alguns certames...... que isso venha replicado múltiplas vezes, tantas quantos amigos temos, a quantas páginas estamso associados com o "like", etc........
A culpa, não pode, em parte, ser assacada apenas ao carteiro, se cada carta que ele entrega é replicada em dezenas de telegramas para terceiros.
O facto, engraçado, é que para quem tem participado estes dias nos diversos debates e conversas nos grupso tunantes existentes no facebook, vai-se apercebendo que muito boa gente nem sequer sabia da existência do bendito livro, vejam só.
Obviamente que quem mais amigos tem (neste caso tunas, tunos, páginas tunantes e afins), mas é atulhado de informação, comparado com outros que recebem muito menos e até nem terão dado conta, no meio de muitas outras mensagens e notificações que também recebem de outras proveniências.
Certo que publicidade em excesso é perniciosa, e isso já deu para perceber, quer porque enfastia, quer porque mesmo que foss eem dobro, muita gente haveria a quem passaria completamente ao lado (porque nem reparam).