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"Mais do mesmo" ou presunção da culpa?

...a tuna nacional teima em andar à volta de si mesma....

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O que é, de facto, um "festival de referência" ???

R T

04-12-2009 12:58
Ilustres:

Viajando pela internet e nomeadamente por este Portal e ao longo dos ultimos anos, constata-se a noção abstracta e em referência a certos certames competitivos de Tunas como sendo e cito "um festival de referência".

Ora, se excluirmos naturalmente os organizadores de cada festival - que certamente acham que o "seu" é de referência, pelo menos para eles - o que é que se entende por "festival de referência"? O que tem muitas edições ao longo dos anos e que quase se "monta" sozinho??? O que tem o mesmo cartaz desde o século passado - literalmente - mais Tuna menos Tuna? O que tem um nome pomposo e sonante?

É que, olhando para a realidade em concreto e para a frase "festival de referência" a vontade de rir é algo incontrolável, diria mesmo.

Mas, afinal, o que é para cada um de nós um "festival de referência"? Que itens são fundamentais para que um determinado evento possa ter esse "rótulo"? Será que uma vez adquirido o "rótulo" de "festival de referência" ele nunca mais caí, nem que o evento caía ele próprio numa pálida fotocópia do que outrora fora? É um "rótulo" adquirido por usucapião ou conquista-se/perde-se o mesmo ano após ano? Não existirão muitos "festivais de referência" que não têm esse reconhecimento público e vice-versa? Porquê?

Aguardo a Vªs intervenções sobre o tema!

Abraços!

 

Zé Roketas

04-12-2009 03:30
Zé Roketas responde a R T:

Questão bastante pertinente mas, prefiro não opinar.
 

André Pereira

04-12-2009 03:50
André Pereira responde a R T:

Penso que essa questão é um pouco pessoal, isto é, tem a ver com aquilo a que damos mais valor. O cartaz ou as condições do festival em si.

Já estive em festivais com cartazes sonantes mas com condições fracas ou inadequadas e em festivais com cartazes não tão sonantes e com condições fabulosas... Pessoalmente prefiro os segundos... É que daqui a uns anos posso não me lembrar do cartaz mas onde dormi, o que comi, o que bebi e o que me diverti... isso lembro-me de certeza ;).

Abraços!
 

Helder Mauricio

04-12-2009 05:18
Helder Mauricio responde a R T:

Muito interessante o topico... mesmo muito.

Para mim e falo com toda a sinceridade, nao me preocupa a " referencia" do festival, considero isso mais como uma palavra promocional do evento, eu prefiro é variar nas localidades para onde sou convidado ou seja juntar a questão de actuar à vertente turistica e conhecer novas localidades ou gentes. O que nao quer dizer que nao repita o evento, mas tal deve-se fundamentalmente à oportunidade ou à ligaçao com a tuna anfitriã.

Saudaçoes desde a ilha da Poncha e da Coral!!!
 

Joni - Estudantina CB

04-12-2009 09:30
Joni - Estudantina CB responde a R T:

boas!

para mim um festival de referência é aquele onde se encontrem os amigos que se fazem nesta vida, para uns copos e guitarradas! Se formos bem tratados então, é ouro sobre azul!

um grande abraço desde a Beira Baixa
 

Morcelas EUL

05-12-2009 09:50
Morcelas EUL responde a R T:

Meus caros,

Creio que, embora possam haver considerações diferentes acerca deste tema, a resposta encontra-se na palavra "referência". Isto porque quando nos referimos a algo como sendo de referência parte-se do pressuposto que serve de exemplo para os outros. Neste caso, para servir de exemplo para os outros terá que, de uma forma contínua, demonstrar a sua qualidade ao longo do tempo (e das suas edições). E é aqui que a porca vai torcer o rabo no que diz respeito à discussão deste tema, já que isto nos leva para considerações pessoais, acerca do que é "um festival com qualidade".

Daí que, dou a minha opinião PESSOAL acerca daquilo que aprecio num festival de tunas:

- Bom alojamento;
- Boa alimentação;
- Acompanhamento constante por parte da tuna organizadora;
- Guias bem informadas e documentadas;
- Boa sala de espectáculos;
- Boas condições de som e luz em palco;
- Transportes para tunas de fora;
- Actividades extra-palco bem organizadas;
- Condições para convívio entre tunas;
- Festa pós-festival em local agradável;
- etc.

Haveria imensas coisas que poderia colocar aqui, mas creio que o mais importante se resume ao facto de nos sentirmos em casa mesmo que estejamos a 500Km de distância.

Abraço
 

J.Pierre Silva

05-12-2009 04:12
J.Pierre Silva responde a R T:

Muito simples:

Existem certames que são uma referência histórica, dado o nº de edições que levae, também, o facto de, a determinada altura, ter servido de modelo (sejam critérios, regulamentos, modus operandi, etc.) a festivais entretanto criados.

Existem certames que são referência pelo bom trato e arte de bem receber, independentemente de fornecer dormida num hotel 5 estrelas ou numa pensão baratucha (conquanto haja os mínimos para se estar - pois quem quer luxos que os pague!).

Outros serão referência pela qualidade da logística (sala de qualidade, som e luzes do melhor.....).

Não podemos ser hipócritas a ponto de esquecer que alguns certames continuam a projectar o seu nome, mesmo que sendo pálidas fotocópia do que foram (mas com as tunas passa-se o mesmo), embora podendo, a qualquer altura, reavivar. Consdeguiram-no por serem dos primeiros e terem, durante largos anos, acolhido as que eram consideradas as melhores tunas nacionais (em termos musicais).

Se, como o RT tão bem sabe, fizermos uam análise histórica, um punhado de certames destaca-se, de longe, da maioria (mesmo que alguns, actualmente, se cotem bem abaixo de certames mais recentes).

Tenho, para mim, uns quantos que não deixam de povoar o imaginário colectivo e isso é "referência", porque perduram como tal.
Obviamente que, daqui a 10, 15,20 anos, outros, porventura, virão engrossar ou actualizar essa noção.

Penso ser necessário alguma cautela (e faço aqui o papel de "advogado do diabo") em não menorizar essas "referências", mesmo que hoje não pontifiquem como tal.
Carlos Lopes é uma pálida imagem do que foi(está gordo, velho e feio -se bem que nunca foi bonito, hehehe) e não deixa de seruma referência.
Estimemos, quanto mais não seja, a memória daqueles que estão ligados a esses certames e os tornaram referência.
 

O Conquistador

06-12-2009 05:12
O Conquistador responde a R T:

Caríssimos:

"De referência" - este determinativo terá o sentido que normalmente tem quando aplicado a outra coisa qualquer (como "livro de referência") - é aquele ao qual se recorre em caso de dúvida.

Assim, um festival "de referência" será aquele que serve de modelo, de exemplo, aquele cujas práticas serão apontadas como exemplo a seguir - penso que sobre isto haverá poucas dúvidas.

A grande questão do post parece ser outra: - Os festivais que por aí se anunciam como sendo "de referência" sê-lo-ão na realidade?

Eu digo, então, o que todos parecem ter vontade de dizer:

o FITU "Cidade do Porto" é uma sombra do que já foi.

Continua a ser o festival mais antigo do país e é isso, mais do que outra coisa qualquer, que ainda lhe confere algum prestígio.

Anuncia-se como "pai de outros tantos festivais", o que não deixa de ser verdade, e como festival de referência, o que não é tanto.

Está dito.

A "discussão" pode agora continuar sem mais pruridos, com mais verdade e honestidade intelectual, porque o boi já tem nome.

Abraço e

BOA MÚSICA!
 

R T

06-12-2009 02:49
R T responde a O Conquistador:

Ilustre padrinho:

Mais do que constatações de facto - e penso que regra geral todos sabemos como as coisas são e o que são, e tantos são que de "referência" caminham para a tal pálida fotocópia de si mesmos... - o propósito deste post será aferir-se das razões para tais constatações e indo mais além, porque não se constata também o surgimento de outros certames que se vão referenciando e evidenciando no actual panorama.

Há aqui - como em tantos outros "hotpoint´s" tunantes - algumas resistências ao reconhecimento de facto de quem tem feito a este nivel um bom trabalho e em oposição de fase um certo prurido - como dizes acima - em dizer-se que o certame X já não é o que era. Mas aferir-se dos porquês para os dois cenários acima parece-me bem mais profilático e importante do que uma mera observação dos factos: Sabemos que assim é. Mas faltam as razões. Quais serão?

Abraços!
 

João Fernandes

06-12-2009 06:11
João Fernandes responde a R T:

Caros,

A minha opinião é simples... Existem festivais de referência? Sim!

Como em tudo na vida cada um terá os seus com base nas suas vivências, amizades e gostos.

Na minha opinião um festival de referência é aquele que tendo ou não as tunas "da moda" no momento, consegue pela sua história impor-se no seu meio por si só.

Sabemos que grande parte dos festivais de tunas pela sua dimensão acabam por ser para as próprias tunas e familiares, poucos são aqueles que conseguem abranger um publico mais diversificado e menos serão aqueles que o conseguem fazer num universo de milhares de pessoas.

Festivais de referencia são aqueles em que mesmo não sabendo quem vai tocar, faço questão de estar presente todos os anos constituindo-se por eles marcos no calendário cultural da sua academia e cidade.

São aqueles festivais onde as tunas convidadas se sentem bem acolhidas e que querem voltar todos os anos.

São aqueles festivais que mesmo após anos de tuna fazem-nos sentir um nervoso miudinho antes de entrar em palco por poder fazer parte da sua história.

É certo que há edições melhores outras piores, mas quem organiza festivais sabe das terríveis dificuldades existentes na organização de festivais e é natural que haja anos piores e outros melhores...

Mais ainda se na altura é que muitos destes festivais começaram estes eram únicos hoje em dia á centenas de festivais o que acaba também por dividir os apoios e muitas vezes dificultar a angariação de patrocínios.

Pela sua envolvencia, história, saber receber e projecção um festival de referencia para mim é aquele que faço questão de lá estar nem que seja para poder dizer "ai e tal isto já não é como era"


 

O Conquistador

06-12-2009 07:08
O Conquistador responde a R T:

Tentarei então responder-te, caro mestre RT:

há factores externos e factores internos.

Como factores externos, apontaria dois:

-> a crise económica e a lei de financiamento do ensino superior;

-> o declínio da importância das tunas como "veículos de propaganda".

Sendo importantes, estes dois factores não explicam tudo, porque a grande questão é a seguinte: o FITU vale a pena a ponto de fazer com que as pessoas se esgadanhem para lá irem?

Aparentemente, não.

Como factores internos, apontaria os seguintes:

-> o FITU é uma organização do OUP; logo, ressente-se das vicissitudes da própria instituição;

-> a comissão que organiza o FITU é nomeada anualmente pela Direcção, o que só acontece depois da entrada em funções dos novos corpos gerentes (Outubro, geralmente);

-> a deslocação progressiva da Digressão de Verão para Setembro/Outubro, em vez de Julho/Agosto fez com que a transição entre corpos gerentes ficasse cada vez mais em cima da data tradicional do FITU, colocando uma pressão organizativa muito maior sobre a comissão, que, em vez de estar a trabalhar a 100% logo em Setembro, começa já muito em cima do próprio festival - com todos os problemas daí decorrentes;

-> com uma "passagem de testemunho" tão rápida entre comissões, foi-se perdendo algum "know-how" de ano para ano: os erros do ano anterior voltam a cometer-se no ano seguinte...

-> como as coisas passam a organizar-se em cima do joelho, caiu-se na rotina do "cartaz mínimo garantido" - um conjunto de tunas que, á partida, garantem que, ao menos, haja festival...

Um dos trunfos do FITU foi sempre a capacidade de aliar nomes sonantes a novidades, de forma que o FITU era, efectivamente,a "montra" das melhores práticas; o convite a novas tunas era o reconhecimento do bom trabalho ao longo do ano e uma espécie de "prémio";

-> perdeu-se o esmero nos aspectos cénicos: a falta de tempo obrigou a que se entregasse a parte luminotécnica e de sonoplastia a "terceiros"... Começaram a ver-se luzes roxas e amarelas no FITU...Nunca mais se ouviu o "Ahhh..." do público e a salva de palmas que era costume dar-se quando se abria a cortina no primeiro dia do festival e o novo cenário era revelado;

-> já não há 300 pedidos de admissão por ano... o material humano também tem vindo a escassear, o que traz dificuldades acrescidas.

A solução passa pela criação de uma comissão permanente, que não esteja dependente da entrada em funções de cada nova Direcção, para que o XXIV FITU já esteja a ser pensado antes de começar o XXIII.

Assim é que as coisas se deviam fazer.

Espero ter respondido ao que querias.

Abraço e

BOA MÚSICA!
 

Sir Giga

06-12-2009 07:10
Sir Giga responde a R T:

Correndo o risco de dizer algo que fira a susceptibilidade de alguém (principalmente a do RT, he he he), considero que o que faz um festival de referência é a soma dos seguintes factores(não necessariamente por esta ordem de importância):

1 - O historial (por melhor que seja um festival novo, apenas a continuidade desse sucesso o faz tornar uma referência. Dez edições ininterruptas é suficiente)

2 - O palco (Se o FITU do Porto fosse no Rivoli, não seria o que hoje é)

3 - O público (número e heterogeneidade do mesmo, o que me faz torcer o nariz ao FITA, por exemplo, que considero um festival mais para competição entre "claques" das respectivas faculdades).

4 - A qualidade, antiguidade e nome da tuna organizadora (quer queiram quer não)

5 - As tunas que nele participam (sejam ou não "cromos repetidos")

6 - As condições proporcionadas às tunas (alojamento, refeições e condições técnicas, como o som)

7 - A disponibilidade, simpatia e atenção da tuna organizadora

8 - "Mariquices" várias de ordem estética, do livro do festival ao cartaz e prémios ou mesmo decoração do espaço.


Vou ainda ferir mais algumas susceptibilidades e nomear alguns dos festivais que hoje considero AINDA serem A referência no panorama tunante (excluindo o "Festa Ibérica", claro está, mas apenas por razões de imparcialidade :)), ainda que comecem a falhar nalguns dos pontos atrás focados.

FITU Cidade do Porto
FITU Bracara Augusta
CELTA (ainda é, goste-se ou não)
FITUA (Aveiro)
TUIST (Lisboa)
El Açor (Ponta Delgada)

Outros há com nota altamente positiva (consigo agora lembrar-me, por exemplo, do FITU Cidade de Viseu, LETHES, FESTUBI ou Templário, entre outros) e ainda outros bastante bons que cumprem muitos dos pontos que atrás foquei mas que dificilmente se tornarão uma grande referência pelo facto de não se realizarem numa grande cidade, ou numa academia de dimensão considerável ou porque as tunas que as organizam não serão das mais conceituadas. Mas, como diria o outro,"sabe...o costume vareia..."


 

R T

07-12-2009 12:53
R T responde a Sir Giga:

De todo, meu caro Giga, de todo. Até porque como bem sabemos a prática reiterada mostra-nos claramente que aquilo que uns acham como sendo "referência" de todo o será para outros e vice-versa. Aliás, respondendo directamente ao Conquistador, não entrei - nem foi essa a intenção - num fulanizar quanto a eventos concretos. De todo foi, meu caro Padrinho, minha intenção transformar-te numa espécie de Balsemão para a tua instituição, que fique bem claro.

Portanto, não se trata aqui de particularizar mas antes de caracterizar um fenómeno em concreto como será este da suposta "referência". Em que asenta a mesma, onde não assenta, porque assenta, porque acontece ser assim e porque em outros casos sendo de facto uma referência para quem neles participa se ficam sempre pelo dito "2º plano". As razões - que o Giga referiu algumas - para esse "status quo" - e chamo-lhe claramente statuos quo porque é disso que se trata, como todos nós bem sabemos - é que interessa, no âmbito desta conversa em família, apurar. Agora se o certame de referência X ainda o é ou já deixou de o ser de facto, isso cabe aos seus promotores verem com olhos de ver, um pouco como aquele que reconhece ser doente para depois poder tratar-se convenientemente.

O objectivo desta conversa em família será apurar-se as razões para este "status quo" geral, universal. É que efectivamente tenho andado por aí, de quando em vez, e ocorre até que o mesmo certame de um ano para o outro já é outra coisa - para melhor, para pior, dependendo - o que nos trás mais uma variável ao cenário já de si fossilizado quanto ao que se entende como referência. Por acaso já terá passado pela cabeça de algum organizador que até haverão Tunas que pura e simplesmente nem sequer queiram ir a esse dito certame tido como sendo referência? E porque passa tal pela cabeça de algumas Tunas, por exemplo? Razões haverão certamente.

CAro Giga, usaste um exemplo muito interessante acima, o palco em si. Vamos por aí, como dia o outro. Sabes quantos certames no Porto, de diferentes Tunas, já foram organizados tendo como palco o Coliseu? Contando nos ultimos 20 anos e por cima, excluíndo o FITA - organização não tunante, portanto - conto seguramente uns 5 e pelo menos. Desses, a maioria já não lá "mora" e até desses há quem já nem sequer os organize, mesmo tendo lá passado cerca de dez edições. Não me parece, por si só, que um palco como o Coliseu seja garantia, repito, por si só, de uma "label" tido como referência. Há muito mais para lá do palco do Coliseu. Mas mesmo muito.

Há antes outros factores -e no âmbito desta conversa familiar - que me interessam particularmente muito mais. Acima, uns houve que que se resumiram a aspectos pessoais, do que eles consideram como sendo importante. Tudo mais que legitimo, aliás. O que me importa referir é que, correndo o risco de estar enganado, não haverá certames que anualmente são de facto uma "referência" mas que para o comum Tuno nem sequer são conhecidos porque ou têm 3, 4 edições, são em academias/cidades mais pequenas e por aí fora, que fará poderem opinar de facto e em concreto? Em oposição de fase, quantos não iriam de olhos fechados até para ditos certames de "referência" - e só no fim é que a coisa se confirma ou não? E porque há este estigma então, pergunto eu, não tanto pelas referências históricas mas pela negação quase imediata do desconhecido, novo, recente, de meio mais pequeno?

É tudo isto que me interessa aferir, mais dos que as motivações pessoais de cada um, até. Conheço por dentro praticamente todos os ditos festivais de referência e ao fim destes anos todos, estou francamente com sérias dúvidas hoje, por força de um passado que sim senhor mas que não basta para garantir o futuro. Há uma frase no sistema bancário que diz " rendibilidades passadas não garantem rendibilidades futuras". Aqui, não será a mesma coisa?

À escuta! cambio.

Abraços!
 

O Conquistador

07-12-2009 02:17
O Conquistador responde a R T:

Grande RT:

tranquilo.

Já passei da idade de ter medo das palavras :)

Aliás, tudo o que disse aqui em público já o disse primeiro em privado e directamente a quem de direito, portanto estou perfeitamente à vontade.

Abraço e

BOA MÚSICA!
 

ERAF ...

07-12-2009 06:38
ERAF ... responde a O Conquistador:

Olá a todos/as,

Deixem que vos diga, desde já, que concordo com todas as afirmações aqui escritas e defendidas, isto porque, a minha opinião é que sim, que existem "Festivais de Referência", por muitos e variados factores inerentes às opiniões, personalidades, gostos de cada um e, também, à dimensão e objectivos, impostos e transpostos, na vivência e grandeza das respectivas Tunas.

Mas, acho que com um tópico tão "complexo" e dúbio é importante pensar-se em outras coisas que não, somente, na particularização deste ou daquele "mote", por isso, caro Conquistador, embora respeite em pleno a tua opinião, não percebo o "porquê" de se lançar o nome "FITU - Cidade do Porto" para a "arena", para depois, "tourear-se" o mesmo, a favor ou em desprimor, daquele e/ou de outros quaisquer eventos referidos. De qualquer forma, é com bastante apreço que (re)vejo as pessoas a continuarem a dar importância a um nome tão histórico que continua, mesmo passadas mais de duas décadas, a envolver a vida académica da Invicta e não só, agradando, geralmente e na maior parte das vezes, à maioria dos intervenientes, do público e de todos os órgãos envolvidos, pelo menos, a crítica e opiniões "falam por si", quer as particulares e personalizadas, quer as tornadas públicas e divulgadas socialmente, sendo claro, e aí não se pode fazer nada, que uns anos é melhor e em outros é pior, não há dúvida, igual, jamais, é que poderá ser. Para finalizar este parágrafo, apenas ressalvo, que se há uns anos atrás o "FITU - Cidade do Porto" foi pioneiro em iniciativas do género, agora, existem centenas destas, a conferir ao tópico discutido um ar de banalidade, normalidade e, muitas vezes, de "pequenez" e "má fama", se é que me percebem (talvez seja esta a principal razão para os tais "anos piores").

Perante isto, uma coisa posso afirmar com toda a segurança: não há uma única edição do "FITU - Cidade do Porto", que se possa descredibilizar, dizendo que foi péssima ou horrível, de se escutar e/ou visualizar, disso tenho a certeza. Obviamente, que uma ou outra pessoa podem não achar isso, mas a raridade, neste campo, é "visível".

Quanto à conjuntura que descreveste (Conquistador) para a nomeação da Comissão de Organização do "FITU - Cidade do Porto" e para a realização dos seus trabalhos, apenas te digo que: em primeiro, ela sofre de algumas lacunas que não discutirei publicamente, visto que, isso não seria correcto e poderia envolver o nome de alguém, ou de alguma entidade; em segundo, a maior parte da descrição que fizeste, é a gradação geral para a realização de qualquer evento deste género, sendo que, num "FITU - Cidade do Porto", talvez envolva mais um ou outro "pequeno grande" pormenor; mas, mais uma vez, é bom teres dado o exemplo do "FITU - Cidade do Porto" para servir de referência para os erros e ou grandiosidade de outros Festivais.

Poderia escrever durante horas, mas tenho medo que, mesmo assim, fique algo por dizer, por isso, resumi-me à simplicidade da informação directa.

Despeço-me, apenas referindo, que não escrevi isto vendo, em alguma opinião, negatividade ou intenção de pejorar algo, ao invés, defendo que atitudes e afirmações construtivas precisam-se, mas só com a certeza da própria fundamentação.

Abraço a todos/as.

ERAF
 

O Conquistador

10-12-2009 01:17
O Conquistador responde a ERAF ...:

Caro ERAF:

não foi nunca minha intenção atirar o FITU "Cidade do Porto" para uma qualquer arena para depois "toureá-lo"...

Se o nomeei foi porque:

1.º conheço-o por dentro e por fora; organizei várias edições; estive na 1.ª e conto estar na 50.ª - e ainda a resmungar que podia melhorar; assim, falando do que me toca pela porta, não falo de outros, que não conheço tão bem;

2.º estou farto de discussões do tipo "vocês sabem do que estou a falar" e depois ninguém sabe de nada... anda por aí muita gente mortinha por debicar no OUP, na Tuna Universitária e no FITU: força, as cartas estão na mesa, a via de debate está aberta: vamos ver quem vem "a jogo";

3.º o FITU só tem termo de comparação consigo próprio: como tenho vários termos de comparação entre o "antes" e o "agora", é disso que estou a falar. Haverá festivais melhores e festivais piores - e...? O FITU é o FITU e em nada se desvaloriza pelo que aqui se possa dizer;

4.º nem o FITU nem o OUP nem a comissão do FITU estão isentos de possibilidade de crítica: registei aquilo que acho que se perdeu ao longo do tempo e que lhe conferia características distintivas únicas; quem o perdeu? diversas comissões ao longo de diversos anos: não referi nenhuma em concreto nem nenhum elemento em concreto: quem deixou perder e quando é irrelevante; a perda, porém, é de suprema importância;

5.º talvez eu seja apenas um perfeccionista: quem já comeu lagosta com champanhe não se contenta com camarões com cerveja - e por favor não venham agora com conversa culinária;

6.º nem toda a gente entende claramente a mecânica de funcionamento do OUP e julga demasiado depressa e superficialmente o que se passa: antes que comecem as idiotices, tentei explicar, ainda que de forma sucinta (eu também podia escrever durante horas), aquilo que me parece ser algo que o OUP tem de acautelar (a meu ver) de futuro.

Enfim, poderia continuar aqui a enumerar razões, mas não me apetece maçar mais do que já fiz.

Abraço e

BOA MÚSICA!
 

ERAF ...

10-12-2009 04:48
ERAF ... responde a O Conquistador:

Caro "O Conquistador",

Apraz-me perceber que estamos com a "mesma ambição"... agora, percebi o alcance da ironia das suas palavras e o "porquê" da mesma, visto que, "anda por aí muita gente mortinha por debicar no OUP, na Tuna Universitária e no FITU"

Abraço.

ERAF
 

R T

10-12-2009 11:02
R T responde a O Conquistador:

Caro Padrinho:

Para que fique absolutamente claro, as questões que levantei - e volto a relançar - foram estas:

"Mas, afinal, o que é para cada um de nós um "festival de referência"? Que itens são fundamentais para que um determinado evento possa ter esse "rótulo"? Será que uma vez adquirido o "rótulo" de "festival de referência" ele nunca mais caí, nem que o evento caía ele próprio numa pálida fotocópia do que outrora fora? É um "rótulo" adquirido por usucapião ou conquista-se/perde-se o mesmo ano após ano? Não existirão muitos "festivais de referência" que não têm esse reconhecimento público e vice-versa? Porquê?"

Por força das mesmas manda a honestidade intelectual que se compreenda que não existe qualquer particularização mas antes e sim uma abordagem geral e abstracta, independentemente do que cada possa achar ou querer interpretar a gosto e medida, o que francamente é algo que não consigo dominar. Quanto a um determinado evento - X ou Y ou Z - falará do mesmo quem dele souber e puder falar, nada de mais simples e nisso nada vejo de contraproducente sequer, muito pelo oposto, até será publicidade ao mesmo, bem vistas as coisas.

Achei devido este esclarecimento, caro Conquistador, apenas para precaver a intenção das questões acima e assim, esvaziar qualquer leitura mais intencionalmente desviada e vitimizante que, porventura, possa existir. Como bem dizes acima, quem falou num dado evento e no caso, foste tu, e muito bem, não mais ninguém.

Abraços!

 

pedro ferreira

10-12-2009 04:41
pedro ferreira responde a R T:

Penso que se levantou aqui uma nova questão.

O porquê de a maioria das pessoas afectas ao mundo tunante insiste em tentar menosprezar o Orfeão Universitário do Porto, Tuna Universitária do Porto e respectivo FITU.

Eu cresci a ouvir a Tuna Universitária, assim como certamente a maior parte de vocês, e a sonhar um dia poder pertencer a esse grupo. Ao não entrar na Universidade do Porto as minhas possibilidades anularam-se automaticamente e tive que me contentar com a tuna á qual pertenço agora, e com muito orgulho. Embora saiba que não estamos ao nível desses senhores, que nunca vamos ter um “FITU”, não deixo de os respeitar, admirar e nunca, por sombra alguma, tentar menospreza-los. Tento é sempre ter conta o exemplo e a classe que dão a tudo que tocam, tanto a nível musical como no seu festival, e tentar incutir esse espírito e esse exemplo no meu grupo.

Vamos deixar de nos enganar a nos próprios e dar a valor a quem o tem. Segundo o que sei o OUP tem cerca de 100 anos a tuna surgiu no Século XIX (logo cento e muitos anos) e o FITU já leva 23 edições sem interrupção…

Será que isto não chega para respeitar estas pessoas e a história que eles continuam a preservar com tanto nível e qualidade durante TANTOS anos?

Eu por mim falo, sempre os respeitarei, continuarei a trabalhar e a tentar um dia atingir o nível suficiente para poder subir a um Coliseu naquele que para alguns já não é um festival de “referência” mas que no meu entender será sempre “O FESTIVAL DE REFERÊNCIA” –FITU.

A assim deixo aqui a minha opinião.

Como o conquistador sempre se despede: “Boa Musica”
Sim, é com isto que nos devemos preocupar e não com tentar tapar o sol com peneiras e sermos cegos ao ponto de não querer ver e reconhecer a realidade. Vamos é fazer boa musica, atingir um bom nível em vez de tentar tirar mérito a quem o tem!
 

R T

10-12-2009 04:51
R T responde a pedro ferreira:

Caro Pedro:

Respondeu-me a mim mas certamente por lapso, pois deveria ter respondido ao Conquistador - pois ele é que falou em concreto - a ver pelo conteúdo do seu post. Quanto ao conteudo do seu post, não disse menos do que isso, nem disse mais que isso, aliás, não opinei em concreto sobre certame algum nem o farei sequer.

Abraços!
 

O Conquistador

10-12-2009 05:50
O Conquistador responde a R T:

Caríssimo RT:

nunca - por nunca ser - entendi o teu post como qualquer tipo de provocação fosse a quem fosse, mas apenas um convite à reflexão sobre aquilo que parece ser uma evidência:

alguns festivais que são apontados como sendo de referência (pelos próprios ou por terceiros) não têm o brilhantismo de outrora - ou, pelo menos, continuam a ser assim considerados (pelos próprios ou por terceiros) sem que haja realmente motivos para isso.

É apenas isto que está em jogo/debate - não o festival A ou B.

Percebi perfeitamente a tua intenção e fui eu quem fez um diagnóstico daquilo que me parecem ser algumas coisas que no FITU podem melhorar, ou têm estado um pouco abaixo do nível a que eu estava habituado; tentei fazer um diagnóstico sério daquelas que me pareceram ser aspectos mais "frágeis" e respectivas causas.

Isto quanto a ti e à tua posição.

Porém, não é essa a posição de muita gente, que estava (?) mortinha por que alguém tivesse a
 

O Conquistador

10-12-2009 05:56
O Conquistador responde a R T:

(continuação)

a coragem de dizer em voz alta aquilo que muita gente diz à boca pequena - sem saber do que fala.

Disse-o. Está dito. Haja a honestidade intelectual de se dizer aquilo que se quer dizer, em vez de se andar sempre com panos quentes e escrever, escrever, escrever sempre com rodeios, sem chegar a lado nenhum.

Não é o teu caso. Se quisesses levantar o caso do FITU o tê-lo-ias feito sem qualquer problema. Se não o fizeste, foi porque não quiseste - e por que haverias de querer?

O que digo é: quem quiser malhar no FITU faça-o, bolas. Ou cale-se para sempre. Só levantei a lebre para o caso de alguém querer disparar.

Abraço, boa discussão e

BOA MÚSICA!
 

R T

10-12-2009 06:14
R T responde a O Conquistador:

Ilustre Padrinho:

Um dos males que este meio enferma - entre vários - é a capacidade diria até quase inata em "baralhar estações" e com isso catalizar falsos problemas, porque não colocados à partida nem á chegada tão pouco, porque de alhos se trata e logo, porque até dá jeito, vai-se parar aos bogalhos. Se aliarmos a este mal a "Síndrome-da-Donzela-que-foi-violentada-por-causa-do-piropo-do trolha", penso estar tudo dito.

Penso que o português que usei no topico de abertura - que não sofreu com o recente Acordo Ortográfico.. - é claro, suficientemente para qualquer pessoa intelectualmente honesta, quanto mais para qualquer Tuno (assim quero crer).

Assim, dizer que, e porque o post é claro, não vale a pena seja da parte de quem seja querer "politizar" o mesmo, criando "fogo de artifício" dentro de um aquário perfeitamente escusado até pelas motivações que denuncia desde logo. O topico é claro, mesmo que para alguns porventura não o seja por força de algum "enfiar de carapuça" com o qual, naturalmente, nada tenho a ver.

Em suma, não serve este post para debater este ou aquele certame em concreto, aliás, nenhum. Serve para se procurar dialogar sobre as questões que levantei - e se as levantei provavelmente é porque as respostas poderão ser, digo eu, interessantes, pelo menos quanto a mim, ajudando-nos a ver as coisas de forma mais concreta, aberta e objectiva.

Não tenho para mim que haja, colocadas as questões com elevação,correcção e objectividade, assuntos tabú e muito menos há, seguramente, imaculações seja de quem seja - essas ficam certamente para entidades mais espirituais, digamos, que não as terrenas Tunas.

Assim, sugiro que quem quiser debater algum certame em concreto, que abra o respectivo tópico neste fórum e aí, sim, parece-me totalmente legitimo que tudo o que lá seja escrito seja devidamente esmiuçado por quem assim o entender fazer. Já neste tópico - custe a quem custar - o assunto é outro.

Aguardo então, mais respostas ao topico inicial e sugiro, apenas, que não se fulanize esta matéria no âmbito deste post, pois o mesmo não tem esse propósito (por muito que tal custe a alguns).

Termino citando-te, meu caro Padrinho:

"nunca - por nunca ser - entendi o teu post como qualquer tipo de provocação fosse a quem fosse, mas apenas um convite à reflexão sobre aquilo que parece ser uma evidência." (fim de citação)

Continuemos, então.

Abraços!
 

Putin EAISEL

11-12-2009 11:17
Putin EAISEL responde a R T:

Já se percebeu que o pessoal não gosta de concretizar, mas talvez se possam dar respostas com mais conteúdo após este fim-de-semana, por parte dos intervenientes nos festivais que se irão realizar.

Parece que vamos ter dois "festivais de referência"(pelo menos segundo o Sir Giga, que eu cá não percebo nada disto...): XVI CELTA e XVIII FITUV, e temos o (ainda rencente) III Por Terras do Sado.

Da minha parte posso dizer que estive no I e II Por Terras do Sado, e vou estar este fim-de-semana, pela primeira vez, num FITUV pelo que penso estar no domingo em melhores condições de dar uma opinião sobre o assunto.

Não tenho grande experiência em festivais de referência, dos referidos pelo Sir Giga apenas estive no Templário, mas, como diz o outro, já fui feliz nuns quantos festivais "não-referência".

No fundo o que é que acabamos por guardar destas andanças festivaleiras? Um passaporte carimbado com "festivais de referência" em que dormimos numa caminha macia, comemos do bom e do melhor, e o palco/auditório tinha uma acústica divina? Ou será que foram os bons momentos de diversão desde que chegámos à cidade/localidade, e que nos deixam nostálgicos quando o festival termina e temos de regressar a casa?
 

J.Pierre Silva

12-12-2009 09:25
J.Pierre Silva responde a pedro ferreira:

Ora aí está!

Goste-se, ou não,a TUP/OUP é a maior instituição tunante nacional.
O FITU, goste-se ou não, está entre os 2/3 certames maiores, de referência em Portugal.

Significa isso que, actualmente, é a melhor tuna ou o melhor festival?
Possivelmente não!

Mas é a longevidade e a regularidade qualitativa que cria os ícones e as referências.

Se hoje o fenómeno desaparecesse, subitamente, e daqui a 100 anos reaparecesse - e se procurasse pelo passado para saber como era (como fazer), ou seja a busca de referências históricas, certamente que a TUP/OUP e o FITU estariam no topo, principalmente porque era seguro que estariam mais documentados.

Temos a terrível tentação de medirmos as coisas com "zoom in", olhando à saúde do momento, quando, afinal, é preciso distar algum tempo para poder ver o que cresceu e frutificou.
Haverá certames melhores na actualidade?
Acredito piamente que sim, mas muito deles precisam, ainda, de confirmar isso temporalmente, de asumir uma regularidade que possa, daqui a alguns anos, averbar-se como referência.
Certo é que, actualmente, e fazendo súmula histórica a 25 anos de ressurgimento tunante, é um FITU, Um Bracara Augusta, um CELTA, um TUIST, um FITUV (e mais um ou outro) que ilustram e são referência.

Daqui a outros 25 anos, outros, porventura, afixar-se-ão como referência também, mas, a esses, falta-lhes a devida maturação temporal, pois é o tempo que se encarrega de separar trigo e jóio.

No meio disto tudo, acredito que muitos outros certames acabem injustamente ofuscados, apesar da sua reconhecida qualidade, mas, como em tudo, é por vezes o facto de se ter sido pioneiro que confere uma vantagem, um avanço quase impossível de ultrapassar, quando existe uma qualidade que se mantém regular (quando outros foram apenas estrelas cadentes).
No tempo da vigência, do auge, de alguns grandes festivais, outros não ficariam atrás, mas porque em meios mais pequenos ou porque ligeiramente posteriores (organizados por tunas menos "cotadas" e mais recentes), ou porque menos regulares, acabam secundarizados.


Um outro aspecto que aqui não foi citado foi, também, em alguns casos, o lançamento de edições discográficas desses certames. Uma aposta que os difundiu a toda a parte, numa brilhante visão estratégica de promoção e perenização. Veja-se o caso do II e II TUIST que alcançaram fama quase meteórica (ultrapassando certames mais antigos, até) graças aos respectivos CDs. Depois, souberam inteligentemente gerir e manter a fama alcançada ao longo de posteriores edições (mesmo que, porventura, outros houvesse melhores em Lisboa), vindo a tornar-se referência.

Isso levar-nos-ia a falar da questão do marketing em termos de edições discográficas (entre as que são de consumo local, logo sem projecção, e as que conseguem vender-se e encontrar-se de norte a sul do país -e acabam por povoar o imaginário tunante nacional).

Não duvido que o marketing, a aposta na imagem e divulgação, é um dos segredos (a par com outros aspectos) de muitos dos certames de referência.
 

Putin EAISEL

14-12-2009 07:54
Putin EAISEL responde a R T:

E pronto, após mais um "festival de referência" a minha opinião continua inalterada, o que fica são os bons momentos e o resto é adereço. Vocês não sei, mas eu ando cá para me divertir, e isso, desde que com o espírito certo, é possível em qualquer parte, leia-se em qualquer festival.

Resta-me apenas dar os parabéns à Infantuna por estes 18 anos de FITUV, continuem com o bom trabalho e vemo-nos no VIII Estudantino! ;)
 

Gato^Preto Preto

16-12-2009 08:25
Gato^Preto Preto responde a R T:

Caro RT,

Antes de mais permita-me que lhe envie um caloroso abraço desde a velhinha mas sempre vetusta LusaAtenas, alma mater de todos os ideários.

Aproveito já que faz tempo que não o vejo, nem aos seus, para lhe reiterar a ideia de que aqui será sempre benvindo e, que como tal, o convido para um bom repasto e consequente visita aos lugares tertulianos onde de tudo um pouco se discute. Da sociedade à saciedade. De preferencia por alturas do FESTUNA o qual será realizado pela 20ª vez.

Foi um Festival que já conheceu de tudo. De épicas jornadas no Jardim da Sereia em plena Festa, até ao transladar para o palco do mítico TAGV, local de tanto debate político associativo, berço da potestade estudantil reclamante dos seus direitos. Tudo isto são referencias.

Como decerto saberá o Festuna passou anos a carpir. Mal organizado, pouco cuidado, fruto daquilo no que se transformou a instituição que o suporta. O FESTUNA fazia-se por mera obrigação.

Como em tudo, as gerações marcam as suas próprias criações e actividades. Agora a EUC tem uma nova geração. Arrojada, organizada qb, acima de tudo generosa. Talvez um pouco naif, mas sempre com vontade de aprender. Disto se ressente o FESTUNA positivamente. Assume características muito próprias, concisas e criteriosas. Como calculará tudo isto é para mim e para a minha veterania motivo de enorme satisfação.

Nada melhor do que reconhecer nos mais novos as faculdades que nos permitem ter orgulho na institução à qual desde sempre pertencemos. São as novas referencias.

Por isso digo, venha conhecer um daqueles que na minha óptica é um Festival de eleição no preenchimento dos tópicos, que para um evento desta natureza, devem ser observados.

Fico à espera.

Um abraço do seu sempre amigo
Gato^Preto

P.S. - Para todas aquelas tunas que nunca viraram as costas a este Festival, mesmo nos tempos mais dificeis, um agradecimento muito reconhecido e a promessa da nossa reciprocidade. São para nós uma referencia de empenho e companheirismo. Venham sempre.
 

R T

17-12-2009 03:08
R T responde a Gato^Preto Preto:

Caro Gato Preto:

Os meus mais elevados protestos de amizade desde o Invicto Burgo.

Agradeço desde já o convite dirigido, sendo que seguramente em ocasião propícia poderei rever amigos da EUC, Estudantinos de outros tempos que hoje recordo com saudade pelos momentos então partilhados quer aqui no Porto, quer em Coimbra e ainda noutros pontos geográficos.

Não duvido das palavras por si proferidas quanto ao "seu" certame, nem teria porque, sequer. Mas em coerência e no âmbito deste post não me pronunciarei em particular e concretamente. Mas poderemos debater este e outros assuntos, seguramente, em particular, pois terei todo o gosto - sendo que prazer será necessáriamente, outra coisa... - em o convidar para uma animada tertúlia jurássica a realizar em momento conveniente!

Forte abraço!
 

R T

30-12-2009 05:29
R T responde a R T:

Reanimo o debate sobre o tema com as palavras acima do Morcelas:

"- Bom alojamento;
- Boa alimentação;
- Acompanhamento constante por parte da tuna organizadora;
- Guias bem informadas e documentadas;
- Boa sala de espectáculos;
- Boas condições de som e luz em palco;
- Transportes para tunas de fora;
- Actividades extra-palco bem organizadas;
- Condições para convívio entre tunas;
- Festa pós-festival em local agradável;
- etc."


Ficam as questões: Bastam estes itens e "helas" temos um festival dito como sendo de "referência"? Se não, porquê? Faltarão algunn itens mais ou pelo oposto estarão alguns a sobrar?

Bom ano de 2010!
 

Putin EAISEL

04-01-2010 02:31
Putin EAISEL responde a R T:

E colocando a questão ainda de outra forma...Será que os festivais acima descritos como sendo de referência reúnem todas ou a maioria dessas condições? Será que alguma vez na sua história chegaram a reunir? Ou será ainda que a nossa avaliação dessas condições é influenciada pelo "nome" da tuna organizadora? E avaliamos sempre da mesma maneira, ou em função das expectativas com que vamos para o festival?

 

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