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Conselho Nacional de Tunas

Joni - Estudantina CB

10-12-2009 08:48
Boas

Sei que este assunto está mais que debatido na comunidade, inclusive nos ENT's, mas digam-me sinceramente. Não acham que faz falta??

Já nem falo da regulamentação de festivais e na acreditação de Tunas, mas sim da defesa dos interesses das Tunas, nomeadamente nos barretes que levamos por vezes, no que toca a pagamentos de actuações, gravações de cd's, etc.

Não deveria haver uma associação para isto? alguém que nos defenda? acho que já temos dimensão suficiente para termos direito a isso e não ao "orgulhosamente sós"

deixo dois links que encontrei sobre conselhos deste género

www.tunadeusto.com/consejonacional.htm

www.tupatrocinio.com/fentidad.cfm/entidad/70707010080952545348685765504550.html

um abraço a todos

 

  • Nuno Coimbra respondeu a Joni - Estudantina CB em 11-12-2009 08:43
    Joni, tas nice??

    Até concordo contigo. Penso que sim quue devia haver, o problema é que mesmo havendo essa comissão, ela será sempre alvo de apreciações e avaliações quanto à sua legitimidade ja que vai ter de ser composta por tunos - cada qual da sua tuna, o que por si só já levanta logo teorias..

    Penso que é um assunto complexo.

    Se formos ver bem, já é isso que fazemos aqui no forum pois afinal de contas todos damos opinioes sobre as tematicas. Só não há é o "poder" de intervenção. Mas esse poder de intervenção requer regras, leis... Quem as vai fazer? com que legitimidade??

    Isto é um pau de 34 bicos man!!!

    nao me apetece dissertar mais porque isso me exige escrever..

    Abraices

    [ Responder a Nuno Coimbra ]
    • J.Pierre Silva respondeu a Nuno Coimbra em 11-12-2009 09:21
      A legitimidade é conferida pelos próprios sócios (tunas associadas).
      Obviamente que uma associação deste tipo apenas diria respeito aos seus associados.
      Alguém alguma vez propôs ou supôs que fosse de outro modo?
      Não me parece, pois seria não apenas impraticável como ridículo.

      Podem até existir 20 federações ou associações, mas cada qual tem jurisdição apenas sobre si própria e sobre os seus componentes (que assim aceitam ser).

      O tema (Federação/associação Nacional de Tunas) foi amplamente abordado e explicado, nas suas virtudes, bem como nos seus contras, no ENT de Viseu e no de Lisboa, cujos os textos sobre o assunto se encontram na Net (mas, porque extensos, não são lidos e reflectidos de fio a pavio - e o assunto volta à baila recorrentemente com as mesmas perguntas).

      Abraço
      [ Responder a J.Pierre Silva ]
  • Helder Mauricio respondeu a Joni - Estudantina CB em 11-12-2009 10:42
    Falta até pode fazer, mas não acredito no surgimento de uma associaçao do genero, só as questoes que iriam ser levantadas matariam à partida qualquer hipotese de viabilidade de tal organizaçao.
    Infelizmente e isto aprende-se ao longo dos tempos é cada vez mais cada qual por si ou com os seus ...


    [ Responder a Helder Mauricio ]
    • J.Pierre Silva respondeu a Helder Mauricio em 12-12-2009 06:57
      Discordo totalmente.
      Não penso que hajam questões que matem à partida uma iniciativa que apenas diz respeito a quem assim se propõe associar. Mas se achas que sim, ilustra-as.
      A viabilidade deste tipo de associação/federação passa apenas pelos seus membros e não por aqueles que ficam de fora (também eles livres de se associarem ou não).
      Uma associação ou federação de tunas é tão só o congregar de vontades e vivências comuns, o desejo de se reverem num formato onde "falem a mesma língua", num modelo onde se revejam e sintam transversalidade naquilo que têm em comum (e pretendem ver promovido, defendido ebalizado).
      Só é válido para quem assim pretende associar-se e fazer parte.
      Não se trata nem de excluir, nem de auto-exclusão, mas o de se reverem numa forma comum de inclusão.

      Já no ENT de Lisboa se dizia que "A nossa comunidade tunante é, cada vez mais, uma manta de retalhos, uma sobreposição de burgos, cuja soma de parcelas tem resultado numa contínua subtracção de identidade e divisão de princípios".
      Não vejo nem celeuma, nem problema que uns quantos, sejam por que motivos forem, desejem costurar uma manta com menos retalhos.
      Seja a "associação tunante sportwear", seja a "federação de tunas apreciadoras de de chá verde" ou uma qualquer "associação nacional de tunas benfiquistas", o direito à livre associação permite que quem assim o deseje, crie algo em que se reveja.

      Um formato que vise englobar todas as tunas, sem o seu consentimento, só porque uma dúzia se associou (e pretende impor o seu modelo) é algo que nem tem lógica, nem nunca. que eu saiba, foi defendido ou sugerido.

      O problema real para uma coisa destas ir avante?
      Simples:

      1º - o facto da maioria das tunas não existir perante a lei, ou seja não possuirem personalidade jurídica (sendo a maioria dependências de associações estudantis ou conexas), sem autonomia, de facto - algo essencial, quanto a mim, para pertencer a uma qualquer agremiação federativa.
      2º - O isolacionismo e bairrismo reinante, numa lógica de "cada qual por si".

      Poderá vir a existir?
      Certamente, conquanto assim o ditem as contingências e alguém se lembre de avançar com mais umas quantas tunas amigas e que comunguem dos mesmos traços, vontades e pontos comuns.

      [ Responder a J.Pierre Silva ]
      • Helder Mauricio respondeu a J.Pierre Silva em 12-12-2009 09:54
        Caro,
        Nao vou ilustrar, porque exemplos nao faltam, aliás se reparares bem no que escrevi em especial na parte final do meu curto texto e no que dizes perceberás com muita facilidade o que quero dizer...

        Saudaçoes desde a Ilha da Poncha e da Coral

        [ Responder a Helder Mauricio ]
      • O Novessetum respondeu a J.Pierre Silva em 13-12-2009 05:07
        Pelos mesmo argumentos que falas, digo-te que é impraticável.

        Porque rapidamente haverá 2 o mais associações. E qual delas tem, por exemplo, para os media o "poder" de poder dizer que representa as Tunas?

        Um exemplo: Os emigrantes polacos no norte do pais resolveram formar uma associação chamada "Associação dos emigrantes polacos do norte de Portugal". Outros descontentes formam outra com o nome "Associação dos emigrantes polacos que vivem no norte de Portugal".
        Agora pergunto eu: qual delas tem legitimidade para falar e resolver os problemas dos emigrantes polacos no norte do pais?


        [ Responder a O Novessetum ]
        • J.Pierre Silva respondeu a O Novessetum em 13-12-2009 10:13
          Pois, mas eu não defendo esse tipo de coisa.
          Uma associação/federação representaria apenas os seus associados, e não "as tunas" no sentido lato.
          Exemplos desses existem, e muitos.

          Para se falar em "representar as tunas", seria preciso que o nº de associados fosse, de facto, significativo, e verdadeiramente representativo - mesmo assim estaria sempre, e apenas a representar os seus associados.

          Existem, porventura, modelos onde uma minoria defende uma maioria, não sei se será o caso da Assocoiação de Defesa dos Consumidores.
          Obviamente que qualquer organismo tunante dessa natureza, mediante a sua prepresentatividade acabaria, eventualmente, por beneficiar, ou não, outros tantos que lhe são alheios, mas, repetindo, mas uma vez, apenas representa, legalmente, quem é parte, não quem está (e assim quer) "à parte".
          [ Responder a J.Pierre Silva ]
  • Gonçalo Martins respondeu a Joni - Estudantina CB em 12-12-2009 11:16
    Boas...

    Um conselho nacional de tunos não sei... mas uma Federação assim já era outra coisa... mas uma Federação igual à Federação Portuguesa de Futebol... vá parecida...

    Acima de tudo, e agora sem sarcasmos, concordo ali com o Joni, deve-se criar uma coisa do género senão andamos cada um para seu lado, e depois continuará a desunião entre nós, e não somos reconhecidos por ninguém, e não passamos de estudantes que bebem uns copos e que tocam umas músiquinhas, etc...

    E depois acontecem cenas desagradáveis como se passou cmg na segunda-feira passada dia 7 que apanhei duas multas de estacionamento, uma claro estava eu em actuação com a tuna num bar na cidade de Castelo Branco, e fui multado mais uns 7 carros, os carros estavam em cima do passeio, fui de imediato à Policia para ver se me tiravam a multa ou faziam uma atençãozinha, e deixei o carro perto da Policia, estive la uns 20min a falar com os Srs agentes até que me fartei e fui ás (docas) beber um copo. Depois voltei para o carro que estava estacionado numa via de sentido único, e encontrei lá outra multa, fui novamente há policia esperei pelo policia que me tinha multado, que estava a acabar de fazer a ronda. O policia chega e eu na calma a fazer o habitual choradinho digo: oiça lá eu estive aqui há pouco por causa de uma multa e o sr estava presente, estacionei o carro ali (sitio perto da policia) 30min para vir apresentar a primeira multa e depois quando vou para o carro está lá outra? isto é a gosar com os estudantes, aqueles que pagam propinas?
    O Sr agente responde: você só levou outra multa porque quis... e eu insisti e disse que tinha estacionado o carro de propósito naquela rua, (rua essa sem sinal de proibido estacionar), para ir à policia apresentar a multa... e disse: bem se fosse um cigano, como já aconteceu várias veses vocês passavam e não diziam nada?
    Resposta do Policia irritado: Ciganos e estudantes é tudo a mesma merda...
    e pronto virei costas e fui-me embora com 60€ por pagar...

    Isto é só mais um exemplo da imagem que nós transmitimos a outras pessoas que não conhecem o nosso "Mundo"... Por estas e por outras deveria haver uma Federação que nos defendesse...

    Saudações da Beira Baixa
    Gonçalo Martins
    [ Responder a Gonçalo Martins ]
    • O Novessetum respondeu a Gonçalo Martins em 13-12-2009 05:01
      Eu sei que parece estranho no nosso país.
      E é com natural espanto que tenhas de pagar por uma ilegalidade que cometeste... mas é assim!!!
      [ Responder a O Novessetum ]
    • Joni - Estudantina CB respondeu a Gonçalo Martins em 23-12-2009 05:14
      anda cala-te!! lol


      [ Responder a Joni - Estudantina CB ]
      • D.S. M respondeu a Joni - Estudantina CB em 23-12-2009 10:37
        Boas...
        A minha unica duvida é se os interesses de uma tuna "pequena" e a de um tuna "consagrada" serão os mesmos e se será assim tão saudável para o são convivio entre tunas a oportunidade que se criará para se formarem organizações diversas e com objectivos que podem ser tão diferentes mediante as necessiadades de cada um dos seus associados.
        Sem ainda ter dedicado muito pensamento ao assunto parece-me assim á primeira vista algo que terá mais potencialidades para desunir do que própriamente o contrário.

        Cumprimentos tunantes
        [ Responder a D.S. M ]
        • Joni - Estudantina CB respondeu a D.S. M em 24-12-2009 04:04
          penso que o mais importante na criação deste tipo de organismo será mesmo evitar essa distinção entre tuna pequena ou consagrada.

          parte-se do principio que todos os "sócios" tenham a mesma importância, senão, como tu dizes com razão, será maior a desunião que o contrário

          abraço
          [ Responder a Joni - Estudantina CB ]
          • R T respondeu a Joni - Estudantina CB em 27-12-2009 11:28
            Há, contudo, ainda, uma remota possibilidade e no seguinte contexto, que será algumas se federarem por força do seu relacionamento entre si, independentemente de outras questões paralelas. Ou seja, existirem várias Tunas que, por razões de vária índole, assumem entre elas umas relação associativa voluntariosa, de forma a, entre elas, potenciarem uma série de aspectos que as mesmas julgam positivos - e escuso de as inumerar, por vasta documentação nesse sentido existir até neste portal. Exemplo prático: A + B + C + D + E federam-se no sentido de potenciarem uma série de regras que podem ir, p.ex. e repito, p.ex, criação de acervos documentais, troca de convites entre as federadas, regulamentação de certames competitivos, gestão de possiveis conflitos entre outros pontos.

            Ora, se estas acima entenderem fazê-lo nestes moldes, nada haverá a impedir as mesmas de tal, seguramente. A sua credibilidade - da mesma federação - assenta no sucesso e atractividade que a mesma venha a deter ou não.

            Ou seja, nada impede que 5, 6 Tunas, p.ex. (número ao "calhas") queiram entre si estabelecer um relacionamento mais sério com base numa federação de instituições Tunantes. Rigorosamente nada excepto a vontade das mesmas.

            Fica mais esta achega.

            Abraços e jokas e, já agora, um Bom 2010 a todos!
            [ Responder a R T ]
            • R T respondeu a R T em 27-12-2009 11:33
              Aliás, - e porque me esqueci acima de o dizer - se repararem com toda a propriedade, já existem "esboços camuflados" de tal cenário acima, sendo que as Assembleias Gerais são substituídas pelo certame de uma ou de algumas das mesmas.....basta rebobinar e ver com olhos de ver.

              É a tal segmentação que já várias vezes referi existir e, note-se, nada contra a mesma, aliás, tudo a favor pela parte que me toca. Há "quase-federações" às quais nunca me uniria, pura e simplesmente, da mesma forma que admito o contrário em relação a outros cenários, certamente.

              Abraços!
              [ Responder a R T ]
  • Morcelas EUL respondeu a Joni - Estudantina CB em 13-12-2009 09:51
    Uma pequena história.

    Manuel, chamemos-lhe assim, passava a vida a queixar-se acerca da sua vida e ultimamente, para juntar ao rol de prantos, resolveu começar a queixar-se da sua grande dificuldade em dormir.

    Visitou especialistas, médicos, curandeiros e chegou mesmo a ir à bruxa mas aquele problema ninguém conseguia resolver apesar de lhe receitarem todo o tipo de curas e mesinhas.

    Certo dia, Manuel foi visitar o sábio da sua terra que apesar de velhinho continuava muito sapiente e disse-lhe o seguinte:

    "Sábio, ultimamente tenho tido imensas dificuldades em dormir e já tentei de tudo para acabar com este problema mas não consigo."

    O velho sábio respondeu-lhe: "Caro Manuel, tu que procuras incessantemente resposta para os teus problemas não vez as soluções nem quando elas te passam em frente dos olhos."

    Ao que Manuel perguntou: "Não te compreendo sábio. Provavelmente não sou capaz de perceber as tuas sábias palavras."

    O Sábio finalizou: "Ai Manuel, com que então não consegues dormir. Faz o seguinte, amanhã levantas-te cedo e passas a manhã a cavar na terra, almoças e voltas para o campo e colhes os frutos do teu trabalho."

    Manuel assim o fez e sabem que mais?

    Nessa noite, Manuel dormiu como nunca antes tinha dormido.



    Por mais disparatada que possa parecer esta história tem tudo a ver com o tema.

    Abraços a todos.
    [ Responder a Morcelas EUL ]
  • Putin EAISEL respondeu a Joni - Estudantina CB em 14-12-2009 12:23
    Outra vez? Se este assunto já foi debatido em dois ENT, se já uma série de pessoas aqui afirmou que concordam com a ideia de criação de uma federação nacional de tunas, porque é que em vez de se abrirem sucessivos tópicos para discutir se é ou não viável a criação de uma federaçao, não se abre de uma vez por todas, um tópico para averiguar quem destas pessoas realmente tem disponibilidade para avançar com esse projecto? Pode ser que não dê em nada, mas pelo menos tentou-se alguma coisa.

    A minha opinião sobre se deve existir uma federação ou não?

    Nim.

    Saudações Académicas
    [ Responder a Putin EAISEL ]
  • O Conquistador respondeu a Joni - Estudantina CB em 14-12-2009 06:43
    Meus Caros:

    basta pensarmos noutros casos semelhantes - o dos sindicatos, por exemplo.

    [Não vou dicutir aqui, nem interessa, a eficácia dos mesmos ou a pertinência - muito menos as questões políticas que lhes possam estar associadas.]

    Há em Portugal uma cidade com menos de 20.000 habitantes mas que possui 6 sindicatos de professores: não é 6 delegações de sindicatos, mas 6 sindicatos próprios - para além dos nacionais. Imagine-se ao nível do concelho...

    Por aqui se vê que cada uma dessas estruturas representa legitimamente aqueles que se deixam representar. E muito bem.

    Não é, portanto, por existirem muitas associações-de-qualquer-coisa que as mesmas perdem legitimidade, já que cada uma delas se encontrará afecta a uma das centrais sindicais nacionais - UGT ou CGTP -, de acordo com opções políticas, simpatias e/ou o número de tachos disponíveis.

    Adiante.

    No caso das tunas, poderia haver uma "Associação das Tunas de Paranhos", filiada na "Federação de Tunas do Porto", devidamente representada na "Confederação de Tunas de Entre-Douro-e-Minho", que, por sua vez, tem assento no "Conselho Superior de Tunas Portuguesas", o qual é membro efectivo da "International Tunas' Organization".

    Evidentemente que entre uma estrutura caricata e monstruosa como esta e o nada há muitos graus e degraus.

    Não é por um sindicato decretar uma greve que todos os trabalhadores de um sector têm de a fazer. Não tem de haver, necessariamente, como se vê nos casos precedentes, perda de individualidade ou autonomia, que é um dos fantasmas que mais se agitam nestas discussões.

    Na maior parte das vezes, são instituições que estão mais atentas, emitindo pareceres e recomendações.

    O mesmo poderia suceder com as tunas: que tipo de contrato se deve celebrar com uma editora, que direitos deverá procurar salvaguardar; como reclamar os seus direitos junto de uma entidade - não se entenda aqui reclamar dos prémios num festival; que posição deverá adoptar face a uma entidade que tratou mal as tunas num determinado evento; como constituir-se em sociedade/associação cultural, fornecendo estatutos e regulamentos tipificados, que possam ser adoptados/modificados por cada um; prestar apoio jurídico-institucional; celebrar protocolos com casas de instrumentos, etc., etc., etc. Cada associado saberá em que domínio(s) quer ser representado e até onde vão os limites dessa representação.

    A coisa não poderá surgir nunca de cima para baixo, mas da livre vontade de associação de cada um, de baixo para cima.

    Grande parte do problema é entender-se à partida que poderá existir uma relação de hierarquia entre as instituições semelhante à que existe entre os indivíduos na praxe (por exemplo). Isto é, que me desculpem, uma infantilidade. Não só não deve existir hierarquia como não pode existir: quem entra também pode sair com a mesma facilidade, pelo que o problema nem sequer se devia pôr.

    Ora, cabe a cada tuna decidir se aquilo que pode ganhar individualmente vale mais do que aquilo que o colectivo pode perder.

    Abraço e
    BOA MÚSICA!
    [ Responder a O Conquistador ]
    • R T respondeu a O Conquistador em 15-12-2009 02:09
      Uma casa, para ser sólida e durar muito tempo, tem de necessáriamente de ser começada pelos alicerces e não pelo telhado.

      Tenho para mim que os alicerces de uma qualquer construção deste género são aqueles que são fundados com base em entendimentos locais/academia e não de outra forma. A somar a isso, uma voluntariedade de cada uma delas é fulcral; não adianta federarmo-nos sem sermos voluntariosos face aos propósitos dessa federação. Caso oposto, qualquer organismo desse género corre sérios riscos á partida.

      È a minha 3ª via que continuo a defender. Se dentro de portas não há entendimentos parece inviável que uma maior abrangência tenha algum sucesso, atestando ao todo e estado actual do panorama. De baixo para cima como bem disse o Conquistador; eu vou mais longe: de localidade/academia para cima.

      Abraços!


      [ Responder a R T ]
  • Menina **As Meninas e Senhoras da Beira** respondeu a Joni - Estudantina CB em 15-12-2009 07:28
    Boas!

    Pessoalmente, acho que o facto de haver uma federação portuguesa de tunas seria benéfico para todas as tunas, principalmente por questões burocráticas e jurídicas. O problema, como referiu acima o Jean Pierre, é precisamente o facto de haver muitas tunas que não poderiam pertencer enquanto não tivessem personalidade jurídica própria, como asssociação ou colectividade.
    Isso não iria ser de todo agradável. Aconteceria, talvez, o que acontece, por exemplo, na Federação Portuguesa de Folclore. Chegaram a um ponto em que se vê bastante discriminação pelos ranchos e grupos que não são federados, assim vemos festivais de ranchos só federados, e festivais só de ranchos que não são federados, os federados são obrigados a determinadas regras (por exemplo a nível de traje e repertório), que os não federados não são. E muitas vezes, se os ranchos federados não cumprem com requisitos mínimos (pequenas coisas, mesmo), são sujeitos a represálias se chega aos ouvidos da federação, como por exemplo serem penalizados ou desclassificados num festival.
    Por essas e por outras é que, apesar de concordar com os benefícios da sua existência, não acho que será muito viável uma federação de tunas em portugal.
    [ Responder a Menina **As Meninas e Senhoras da Beira** ]
    • O Conquistador respondeu a Menina **As Meninas e Senhoras da Beira** em 15-12-2009 08:09
      Cara "Menina":

      naturalmente, tudo depende dos termos em que a "federação" viesse a ser constituída, do tipo de poderes de que disporia, a que âmbitos se poderia estender a sua "jurisdição", etc.

      No caso do folclore, se uma determinada associação que se diz representar o folclore de uma determinada época comete um anacronismo - um relógio de pulso, jeans, telemóvel, ou peças de joalharia contemporâneas, ou que seja mesmo o uso de maquilhagem por parte das dançadoras - terá de ser "penalizado" (de uma chamada de atenção à expulsão). Se um rancho adere, sabe ao que vai. Não pode é depois querer mudar as regras - não vou discutir se tais regras têm razão de ser, apenas constatar que existem.

      Um dos receios é sempre o de que venha entidade exterior mexer com coisas que são do foro interno de cada tuna - a sua "praxe", em sentido amplo. E se uma tal entidade não dispusesse de "poder" para se meter nessas coisas, mas apenas a defesa de interesses comuns?

      Suponhamos que, conversando, as tunas de Viseu resolvem criar entre si uma estrutura que se proponha defender um conjunto de interesses comuns a todas elas - e apenas esses: por hipótese, a negociação conjunta de verbas com as Reitorias, as condições de aluguer de um auditório municipal, as condições de utilização de um transporte camarário, a participação nas festas da cidade.

      Em que é que isto "ofende" seja que tuna for? Em que é que penaliza?

      Acontece uma coisa, sim: retira protagonismo individual a cada tuna.

      "Protagonismo": eis a palavra-chave.

      Mas o protagonismo que possa perder (por não ir pessoalmente à reitoria ou à Câmara) compensa largamente o poder negocial que adquire. Em vez de termos seis vozes diferentes a falar, há apenas uma. As pessoas passam a saber que se quiserem uma tuna de Viseu terão de cumprir um conjunto de requisitos, porque todas passam a exigir as mesmas coisas.

      Há quem não se importe de aparecer seja a que preço for. Com isso ganha protagonismo (lá está...), mas está a cavar a sua própria sepultura a longo prazo - e a dos outros, mesmo sem querer.

      Abraço e
      BOA MÚSICA!
      [ Responder a O Conquistador ]
  • Menina **As Meninas e Senhoras da Beira** respondeu a Joni - Estudantina CB em 16-12-2009 04:33
    Boas!

    Caro Conquistador:

    Concordo plenamente com o que disseste. Eu apenas dei como exemplo a Federação Nacional de Folclore porque é a única do género que conheço bem e sei como funciona.
    Funcionará muito bem se, sim, for uma entidade que defenda os interesses comuns, sem se intrometer em assuntos internos. Por acaso cá em Viseu já se falou nos últimos anos em criar uma Federação Tunae de Viseu, com o apoio da FAV, precisamente com esse objectivo. Por cá acho que funcionaria bastante bem, pela forma como as 6 tunas se dão entre si. Mas não sei se a nível nacional as coisas seriam tão lineares. Até, pelos motivos que o Jean Pierre e mais alguns explicitaram anteriormente. Como disseste, e bem, o protagonismo seria outra condicionante. Mas acima de tudo acho que o problema maior residirá no facto de toda a gente se interessar ou não por isso. Porque muitas tunas andam por aí, em parte, por ver andar os outros, não se preocupam com grande parte destas questões burocráticas, só quando a pedra entra no sapato é que se preocupam em como a remover.

    Saudações do Coração das Beiras
    [ Responder a Menina **As Meninas e Senhoras da Beira** ]

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